sexta-feira, 3 de julho de 2009

Voltando!

"Quantas vezes eu tentei fugir, quantas vezes eu não disse nada, quantas vezes tive medo de tentar, disseram que eu preciso me encontrar... No dia em que eu soltar meu coração, pode ser que seja assim!"(Pode ser que seja assim - Monique Kessous)

Procurava por todos os lados, como quem procura desesperadamente por algo que lhe confortasse. Nada lhe fazia se sentir melhor, nada que visse a fazia se sentir bem. Já sabia que o tempo e a transformação para a vida adulta (que lhe fora imposta) tinham lhe dado um jeito meio frio e distante e um olhar mais cansado, mas ela ainda não tinha desistido de desejos de menina e que se transformaram assim como ela.
Procurava nos olhos mais distantes, nas frases mais ausentes, nos pedidos mais abusados uma resposta que não sabia qual era. Uma resposta muda, que seu coração pedia e ela não sabia onde encontrar.
Entre os pedidos incessantes do seu coração e a intensa vontade em encontrar essa resposta, ela se deparou com algo que não era a resposta que ela procurava, mas parecia ser um caminho para ela.
Um olhar e um sorriso no meio da multidão e uma estranha sensação. Era como se derrepente tudo ficasse mais leve. Ele sorriu tímido ao perceber que ela lhe olhava e ela rapidamente olhou para baixo, se escondendo entre os cabelos longos, escondendo também o tom avermelhado que tomou conta de seu rosto.
Não sabia dizer se aquela era a resposta que tanto procurava, mas apenas tinha a certeza que aquele gesto lhe fazia bem. E que naqueles olhos havia mais do que ela podia imaginar, aliás ela não imaginava, apenas sentia pequeno dentro de seu peito, sem muito alarde, nem muita ilusão, apenas sentia algo que parecia nascer, forte e pequeno no seu coração.
No que se transformaria não sabia dizer, pois naquele instante seus coração pedia-lhe apenas: viva!

domingo, 10 de maio de 2009

Voltando...

Queridos...

Estamos voltando!!! =)

Enquanto os textos não estão prontos, deixo para vocês um vídeo de uma música linda e que reflete muito do meu momento...

Bjinhos a todos

http://www.youtube.com/watch?v=t3rvBdE69UI

(Gente desculpa mas ainda não aprendi a postar os vídeos certinhos... uahsuah)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Informando

Apenas uma informação...

o conto abaixo rendeu muitos comentários por msn...

Só gostaria de deixar claro que isso não aconteceu, que não é real.... Como disse a algumas pessoas a muito tempo deixei de escrever sobre mim ou coisas que aconteceram comigo...

O conto nasceu depois que eu assisti o filme Moulin Rouge... e fiquei pensando no ato de traição em si...

ok queridos?!

bjinhos e em breve novos textos....

e quando eu for escrever algo que tenha a ver comigo, eu deixo bem explícito... hehe

bjo

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Conto da traição

“(...) Você não se importa se isso é errado ou certo (...) Os olhos dele em seu rosto, as mãos dele nas suas, os lábios dele acariciando sua pele...” (El Tango de Roxanne - do filme Moulin Rouge)
Conto da traição

Não dá pra dizer como começou. Foram os olhares, as conversas, os toques... Um sentimento nascia sem querer... Inevitável... Ela sabia da existência de um obstáculo, ele parecia às vezes esquecer.
Ela sentia-se envolvida cada vez mais, ele sedutor e obstinado... Ela não o tirava da cabeça, ele a desejava.
Conversas de duplo sentido, convites em forma de brincadeira e assim esse sentimento foi tomando forma: tornou-se uma paixão arrebatadora. Daquelas que cega, faz as mão suarem, seca a garganta e deixa sem rumo.
Um dia a vontade de estar juntos chegou a um absurdo tão grande, que não resistiram. Mesmo sabendo que aquilo era um erro, se entregaram a esse sentimento. E tão lindo foi sentir os lábios tocarem, as mão se acariciarem, os olhos se encontrarem... Um mágico momento, sedução e paixão se encontravam, e então, se libertavam.
Sabiam que de certa forma era errado, mas a paixão, o coração falava mais alto. Não tinham como evitar. E quanto ao obstáculo, esse continuava sem saber de nada, protegido pela sua inocência e um falso tom de confiança. Se ela supunha uma traição, sabia como esconder tal dúvida. E eles, amantes, cada vez mais pertos e mais fortes. Cada vez mais entregues, apaixonados.
Por mais que ele publicamente falasse que amava o “obstáculo” existente, era no ouvido dela (a outra) que ele contava seus desejos mais secretos. Ele pode muitas vezes sonhar com ela, mas é em outra cama que ele dorme. Na cama dela! E porque ele fazia isso? Talvez pela entrega, talvez para apenas se sentir mais homem ou porque não por amor? Ninguém pode dizer, julgar ou chegar a uma conclusão, apenas havia algo forte o suficiente para permitir esse desejo.
Mas quem está errado? Ninguém, talvez. Porque nas duas situações existe sentimento. Diferentes, verdadeiros ou não, mas existem! Um doce, o outro mais intenso, mas ambos belos, mesmo com conseqüências às vezes, doloridas ou deveras fatais.
E assim, eles amantes, dormem abraçados, desfrutam de momentos únicos e secretos. E ela, que pode ser vista ao lado dele, desfruta de uma solidão consentida, sofre de saudade pela distancia do seu amado, enquanto ele anda sendo bem cuidado, mas é perturbado pela indecisão: escolher a inocência daquela que diz amar, da qual a doçura o encanta ou então se deliciar aos venenos daquela mulher de escorpião, que lhe proporciona sentir o paraíso, acompanhado de outras deliciosas sensações, às vezes, indescritíveis...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Dominus

*Antes do início do texto apenas uma explicação sobre a palavra Dominus. Ela significa Senhor/ Dono em Latim!

Dominus


Que poder é esse? Que faz te falhar a memória, que faz suas lembranças desaparecerem em segundos, que te entontece só num olhar, que te causa arrepios em apenas um toque...

Você se sente preso de uma maneira irremediável, e o pior: quer estar preso cada vez mais! Loucura, tentação... Não consegue e nem pode fugir e muito menos, definir!...

Sabe de tudo que lhe rodeia, o que o persegue, sabe do que ele é capaz de fazer, mas mesmo assim, você se dobra, se curva e por fim : Sou teu meu senhor, meu dono! Me tem em suas mãos, já tens a mim e ao meu coração...

Mas até onde seguir esse sentimento, que te diz o que fazer, que te pede pra fazer e ao mesmo tempo te impede. Que te para, e ao mesmo tempo te cega, te arranca do chão, te leva às alturas. Leva-te ao inferno e ao mesmo tempo te proporciona sentir o paraíso. Loucura, desejo, amor, traição... até onde ir?

Aquilo que te prende e ao mesmo tempo te liberta ou, quem sabe, seja o caminho para essa tal libertação. Aquilo que te domina e te completa. Incendeia e enlouquece. Deixa-te sem rumo.
O que fazer? O corpo pede entrega, o coração pede amor!

Aquele sentimento que entra em seu corpo sem você perceber e te domina... Como veneno te toma, quando você se dá conta é tarde demais... Perdeu!! Você está dominado.

E esse alguém, homem ou mulher, te tem sob seu poder, tem sua alma e te enlouquece. Este se torna teu dono. E mesmo sem ele perceber você está lá, de corpo e alma, entregue a sorte e a um sentimento inexplicável... Um sentimento que causa medo e arrepios e ao mesmo tempo te faz sentir o mais sublime dos seres, e às vezes, você sente que pode até voar!

sábado, 31 de janeiro de 2009

Impulso

“Pois você sabe que eu andaria mil milhas se eu apenas pudesse te ver esta noite” (A Thousand Miles- Vanessa Carlton)

Vou pegar meu carro e me largar pela estrada...
Sentir o vento no rosto e ver o velocímetro correndo.
Cada vez mais rápido.
Cruzo estradas, espaços, perco tempo.
Correndo como flecha.
Correndo atrás do alvo.
Se ele estará no mesmo lugar? Pouco importa.
Eu sei desviar, sei fazer curvas.
Eu vou cada vez mais rápido.
E tenho a certeza de que a distancia diminui e ao mesmo tempo, me acompanha.
Vou atrás do que me delicia. Do que me instiga.
Do que me tira o sono. Do que me faz transpirar...
O sol está se pondo,
E ainda tenho alguns quilômetros a percorrer.
E vôo. Cada vez mais rápido. Cada vez mais ansiosa.
Sinto a adrenalina nas minhas veias.
Uma sensação de poder e leveza.
Se ele estará lá? Não sei!
Vejo as luzes da cidade ao longe...
Acelero cada vez mais.
Começo então a percorrer as ruas daquela cidade.
Fria e pacata.
Chego ao meu destino.
Toco a campainha.
Ele está lindo.
E sorri surpreso com minha visita.
Entro.
E o fim?
O mais belo amanhecer nos braços daquele que amo!

*Desculpem pela demora nas atualizações... Mas aguardem... ainda nessa semana teremos um novo texto intitulado: "Dominus"... Beijos!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Desculpas...

Meus amores...

Me desculpem pela falta de atualização deste blog, mas os motivos são justos.

Primeiramente me mudei de Ponta Grossa para Irati, depois meu quarto passou por uma reforma e eu fiquei sem internet e computador (onde estão todos os textos e fotos) e por último consegui um emprego....

Bons motivos não?!

Logo retorno com novidades e textos fresquinhos!

Um chero!!

Beijo me liga! ;)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Saudades...



Quanto mais a vida passa, quanto mais aprendemos, quanto mais amadurecemos, parece que mais sentimos saudades. Saudades da época em que éramos crianças e que não tínhamos preocupações, apenas nos preocupávamos em brincar. Saudades da adolescência com nossas “neuras” e descobertas ( e quantas descobertas!). Saudades de um dia com os amigos, onde você simplesmente não fez nada, mas marcou porque simplesmente estar na companhia deles, bastava. Saudades de um pôr-do-sol, saudades de um perfume, saudades de um beijo...

Sentimos saudades de bichos de estimação que tivemos, até mesmo de objetos, e é claro, sentimos saudades de pessoas, tanto aquelas que marcaram nossa vida ou até mesmo aquelas que “pegaram um atalho” que cruzava o nosso caminho.

E assim crescemos sempre sentindo saudades de algo ou alguém. Eu mesma, sinto saudades de muitas coisas (muitas mesmo) e achava que ninguém sentia a minha falta. E no mesmo dia em que pensei nisso, fui acordada por uma mensagem no celular ( o famoso SMS).

Não era nada de extenso, nem cheio de palavras bonitas, nem mesmo era a operadora falando que eu tenho que colocar crédito no meu celular... Mas sabe me fez pensar muito, sem falar que ainda parecia uma resposta a indagação que fiz (a mim mesma) antes de durmir: Será que alguém sente saudades de mim?

Quer saber o que dizia na mensagem?

Dizia simplesmente: Saudade.

E que saber: eu também sinto saudades!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Sentimento

Coração apertado, pronto para explodir. O porquê não sabe definir... Incompleta talvez seja o mais razoável. Telefones que não tocam, mensagens que não retornam. Sente falta de tudo. Um abraço, um carinho, um sorriso, em elogio. Sente saudade dos olhares, dos arrepios, das sensações que só os privilegiados sentem. Já sentira isso antes, mas agora sentia saudades, mas de quem? Aí estava a indagação mais adequada.

Ela não podia conter o imenso vazio e a solidão que sentia. Enquanto tantos tinham sempre alguém para lembrá-los de quanto eles eram especiais e de como faziam falta, ela já havia aprendido a não esperar de imediato, ouvir isto. Enquanto tantos têm alguém que liga sem razão especial alguma, o telefone dela só toca se for alguém dizendo que foi engano.
Enquanto muitos têm para quem olhar antes de dormir, ela já decorou quantas rachaduras há na parede. Enquanto alguns acordam com um carinho ou um beijo, ela acorda com o irritante barulho do despertador. Enquanto alguns têm um colo para recostar a cabeça, ela tem que mantê-la sempre erguida, não importa a situação e pelo que esteja passando.

O pior, ela não entende porque isso acontece e se culpa quando algo não dá certo. Já tentaram convencê-la de que, às vezes, algumas relações não vingam e que isso faz parte da vida. Já disseram que ela deveria esperar e não procurar. Foi o que ela fez, decidiu esperar... E ainda espera... Com olhar ansioso, coração apertado e uma vontade de viver intensamente todos seus desejos, seus sentimentos. Falta-lhe apenas um par.

Alguém que lhe entenda, lhe complete e respeite. Alguém que saiba sem perguntar o que ela pensa ou sente. Alguém que apenas saiba do que ela precisa. Alguém disposto a viver tudo que um sentimento causa nos corações das pessoas. Não é alguém perfeito, mas alguém que lhe deixe de pernas bambas, com um frio na barriga e com aquele brilho nos olhos, sabe ‘aquele’ brilho.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

“Estamos indo de volta pra casa” (Renato Russo)

Quem nunca passou por momentos difíceis, que atire a primeira pedra. Eu estou vivendo um dos piores (eu diria) da minha vida. Sim, muitos depois de lerem esse texto vão dizer: “mas tem gente em situação pior”. Sim, tem... Mas pra mim, esse momento (deve ser meu inferno astral, não é possível!) tem me deixado sem forças.

Hoje mesmo, vim da minha última aula da faculdade. Que bom, ultima aula, está acabando... Mas sabe, logo pensei: como serão os meus dias sem ver toda aquela galera, sem ver os professores, sem ter com quem conversar através de bilhetinhos nas aulas chatas, sem os estresse com provas finais, trabalhos a serem entregues. Os cafés nos intervalos, os risos, tudo, absolutamente tudo. Até do vento dessa cidade vou sentir falta. Mas não é só isso que me entristece...

Tenho um medo enorme dentro do peito. Um novo mundo se abre, um novo ciclo se inicia. E eu, que não sou mais a mesma, volto ao meu início. Volto pra minha terra. E tenho medo. Exatamente por não ser a mesma, e por saber que tudo por lá também mudou em quatro anos. Meus amigos mudaram, as pessoas mudaram, eu mudei. E tenho que mostrar que não sou mais a mesma.

Aquela menininha, que saiu com seus 17 anos de casa, que não gostava de maquiagem, que usava aquele cabelo ao meio, e se vestia conforme seu humor, hoje é uma pseudo-mulher, que anda de salto, que não sai de casa sem maquiagem, que mudou seus conceitos (e pré-conceitos) e que agora tem seu cabelo com uma franja “de ladinho”.

Volto sem cumprir muitas promessas que me fiz ao sair de casa: emagrecer, trabalhar e arranjar um namorado. Continuo sozinha, sempre sozinha. E tive minhas decepções: grandes, médias e perfeitas. Sim, perfeitas! Aquelas que mesmo acabando, nos fazem sorrir, porque temos um amigo... Alguém que divide sonhos, angustias e textos.

Tenho amigos dos quais jamais esquecerei, e que com certeza vou me lembrar todos os dias, e quando ficar mais velha, contarei nossas peripécias aos meus netos. Farei novos amigos (espero), e terei mais histórias e estas formaram a minha vida, serão a minha história. Hoje, com um aperto muito grande, começo o fim de um ciclo.

Chorei muito, chorei até incharem os olhos. Chorei de saudade, de dor, de desespero, de tristeza. Tive crises existenciais, de riso, de choro. Tive noites mal dormidas e noites em claro. Superei-me. Tenho uma coleção de textos. Tenho idéias mirabolantes e tenho sonhos, muitos sonhos ainda.

Aquela menina, agora tem muitas histórias, uma alma melhor, conhecimento, curiosidade, e olhos borrados pelas lágrimas. E um dia vai ter sua varanda, com suas memórias e outras histórias a contar.

Aonde vou parar? Não sei... Só sei que há muitos ciclos a se fecharem e muitos pra começarem. Se vou fazer isso sozinha? Não sei! Se vou chorar? Talvez! Se vou ser feliz? Isso sempre! Com toda certeza de uma pseudo-mulher, com alma de menina, que agora olha pra um futuro incerto e caminha com medo, a passos lentos, com coração acelerado, iniciando assim, um novo ciclo.

Arrumo as malas... vou partir daqui a pouco!

domingo, 4 de janeiro de 2009

É charme!

Quem olha logo pensa: doce e frágil... Belo engano! Não percebes que isso é apenas charme? Desculpa dizer isso, mas te enganei...


Quando me beijas e eu rio, é puro charme... Qualidade que se torna arma de sedução...Faço jeito, tipos, olhares...Sou maliciosa, mas você não nota...Enquanto isso me beija, me morde, me arranha....


Charme usado pra esconder que tudo o que você faz me desalinha, me derruba... Este jeito que tuas mãos me tocam.... Como elas me afagam, como se ajeitam em torno da minha cintura.... O jeito como me pegam pelo pescoço.... O jeito que elas percorrem meu corpo, tentando decifrar cada detalhe...


Às vezes penso que se pudesse, levaria um pedaço de mim.... Não demora a confirmar isso!! Até meu perfume te encanta e te chama pra perto do meu pescoço... meu ponto fraco.... E você não se contenta apenas com ele... orelhas, nuca...


Não sei o que mais chama atenção: meu charme de menina inocente ou tua sinceridade descarada, e talvez, mentirosa...


Teu jeito de menino distraído e aventureiro é demais pra mim, a garota certinha e cheia de caminhos traçados e planejados! Não lembras da noite anterior... Não lembras que me fitou, me elogiou, mas não obteve êxito... Aquela saída e aquele beijo lançado ao ar, foram apenas charme...
E na noite seguinte te encontro...


Mas de onde você surgiu? Como me encontrou no meio daquela multidão? E mais, porque eu?
Pensando bem prefiro nem saber... Desde que você continue a me beijar... Desde que essa mão – que às vezes me cansa - esteja em volta da minha cintura...

“- Do que você está rindo?”
“- É charme!”

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

VIVA!!!

Hoje 31 de dezembro, véspera de Ano Novo. E é sempre aquele ritual: corre pra fazer aquilo, corre pra fazer isto, se ajeita, compra roupa nova, etc etc e etc. E o mais importante: se faz promessas, muitas promessas.

Casar, comprar algo, fazer alguma coisa que sempre se quis, viajar, ter um filho, emagrecer, começar a fazer academia, começar a ter juízo... E por ai a gente se perde nos inúmeros pedidos que fazemos. Mas, sejamos sinceros, quase nunca os cumprimos.

Por isso hoje resolvi não prometer, nem pedir... Nada disso.

Resolvi apenas viver nesse novo ano que se aproxima. Viver todos os momentos, todas as angustias, todas as pessoas que me cercam e que eu amo. E deixar que a vida simplesmente se faça, aconteça.

Não quero fazer a minha vida, quero que ela se faça em torno de mim...Quero apenas que ela siga seu rumo, seu destino.

E hoje, prometo apenas viver.

Viver cada dia, cada sentimento, cada passo, cada novo e velho amigo, cada novo (quem sabe também velho) amor. Apenas sentir, apenas me deixar levar.Viver simplesmente!

Que hoje, nesta véspera de Ano Novo, neste momento em que nos encontramos ansiosos por um novo tempo que se inicia, comemore com quem gosta e ama.

E que hoje, você deseje intensamente apenas viver!

Feliz 2009!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Desejo

Descobri um pouco mais de mim nos últimos dias.... Me reinvento, me redescubro, revivo... Aprendi que sou várias, de fases, camaleoa. Sim, mulheres são complicadas, mas não deixam de ser essenciais e sempre verdadeiras. Afinal, homens, vocês não sobreviveriam sem a gente... Mas a questão não é essa.


A questão sou eu e meu eterno “me descobrir”. Já passei quase todas as fases da minha vida... Me vi menina - com meu sonhos encantados, virei adolescente – com minhas neuras, me vi jovem ( e ainda sou) - com minhas escolhas e, hoje me vejo mulher - com todas as minhas “esquisitices” e decisões, e com todo charme que o sexo feminino possui.


Toda essa (re)evolução me fez chegar a uma conclusão (não que ela seja acertada, é apenas uma conclusão, talvez precipitada). Aprendi que não sei amar sem entrega total... Não confundam essa entrega com sexo (não que isso seja ruim num relacionamento), mas falo de entrega de sentimentos, de sensações, de cumplicidade.


Durante esse meu curto trajeto nesta vida louca já me apaixonei, já amei inúmeras vezes... Já pensei que nunca mais esqueceria Siclano ou que Fulano era o homem da minha vida... E ambos se tornaram apenas histórias, que deixaram marcas e aprendizados para essa eterna sonhadora de pés no chão. Aprendi que quando conquistamos um homem ele sempre vai demonstrar isso... Ele te procura, ele te mima, ele te deseja. E isso fez, e faz uma grande diferença na minha vida.


Mas hoje, perdida em pensamentos, cheguei a essa conclusão, de que preciso e quero amar com todas as forças, me jogar, perder a cabeça, mas para isso necessito que o outro faça o mesmo.
Nada de grandes feitos ou grandes loucuras.... Pequenas coisas que fazem o sentimento ser intenso, ser perfeito. Apesar de me achar exigente não quero grandes declarações, não precisa todo mundo saber o que se sente, só porque você resolveu que todo mundo devia saber.


Falo daquelas pequenas coisas que nos deixam bobas e apaixonadas e, principalmente, felizes. Não tenho formulas pra um homem perfeito pra mim, nem uma lista do que fazer – ou não. Tenho talvez desejos, pistas, dicas...


Espero ligações de madrugada ou aquela, bem inesperada, que diz “queria apenas ouvir sua voz”. Quero carinho ou alguém mexendo no meu cabelo. Quero filmes com pipoca e cobertores. Quero morangos, chocolate e canela. Quero companhia para uma balada, alguém que dance, mesmo que desajeitado, só pra que eu possa dizer “que lindo”. Quero palavras de verdade, que mostrem sentimentos... Nada de frases prontas ou coisas do gênero, quero frases do coração. Quero abraços apertados e cheiros doces. Quero calor de corpos, vozes amanhecidas e lençóis espalhados. Quero música, madrugadas.


Quero alguém pra viajar, ou que seja um aventureiro de fim de semana. Alguém que goste de animais e queira ter filhos. Quero poder estar com ele e saber quem são seus amigos e que estes se tornem meus também e se necessário aprender sobre futebol, carro e computadores. Quero poder acompanhá-lo em todas as suas atividades. Quero um amigo, confidente. Quero alguém que me faça rir. Alguém que me abrace quando estou “em crise”. Que diga que sou linda, mesmo se eu estiver de moletom e pantufa. Quero um companheiro. Quero um homem de verdade!
Você (que lê este texto) deve pensar: mulher exigente... Quem sabe... Mas tudo que descrevi é o que peço, o que preciso. É também o que estou disposta a fazer, a dar.


Tudo isso para o homem que saiba me conquistar e que esteja disposto a isso. Ao homem que quer se descobrir dia a dia, como tenho feito durante toda a minha vida. Alguém que pense num futuro e que não se incomode com coisas bobas da vida moderna. Alguém que queira apenas amar, intensamente. Alguém que queira uma mulher inconstante, que se reinventa, mas que sempre carrega o mesmo coração pulsante dentro do peito.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Só por hoje, eu não consegui


Hoje resolvi me livrar de coisas aborrecidas. Acordei disposta a esquecer e me fazer de novo. Experimentar-me de um modo diferente.

Não quero pensar nas contas, no trabalho, nas provas da faculdade. Resolvi ligar qualquer música num volume que me faça bem, num volume que o mundo (talvez) escute.

Livrei-me do café pela manhã, por algo mais leve. Dei um tempo pra minha cabeça, e de certo modo pro meu coração. Livrei-me dos assuntos que te cercam e que sem querer me aborrecem. Esqueci (na medida do possível) que você existe e que suas atitudes, muitas vezes (ou sempre) me aborrecem.

Apaguei o que eu mesma dizia sobre mim, mas que não era eu. Eu dizia apenas pra agradar. Apaguei fotos que julguei serem apenas minhas, do meu interesse. Li textos que me fazem bem e inspiram. Escrevi. Dancei. Cantei. Não, não chorei, porque chorar borra a maquiagem, incha os olhos e dá dor de cabeça. E tudo isso me aborrece.

A questão de hoje não é ser extremamente feliz (porque não me sinto assim hoje), é apenas me livrar de coisas que pioram meu estado, que me aborrecem , que me azedam.

Li cartas antigas, relembrei amigos, pensei no futuro. Saudosismo não aborrece, mas faz sorrir (mas tem que se relembrar de coisas boas, claro!). Procurei pela internet o que me fizesse rir e pensar.

Quando meus olhos cansaram da tela, busquei olhar em minha volta e aquela chuva vinha ao longe, rodeava a cidade e prenunciava algumas trovoadas. Sabe aquelas nuvens de um azul forte (quase roxo) e que dão certo medo e que nos dizem: não se esqueça de levar o guarda-chuva? É exatamente essa chuva que via pela minha janela. Lá no horizonte... Tão longe e de certo modo ao alcance das minhas mãos.

E lembrei-me de você. Droga! Não era isso que eu queria. Passei o dia todo lutando contra e agora, só por causa da chuva, ou melhor, do beijo na chuva, me lembrei de você.

Saio da janela e procuro um livro. E por idiota (é essa a palavra mais certa) pego justamente aquele livro, Eu sei que vou te amar de Arnaldo Jabor, com aquela capa que sugere mais do que minha mente podia pensar naquele momento. E isso porque não queria me aborrecer, mas era o qual, pelo número de páginas, me faria pensar menos em você.

(Re)Leio aquela história e me pego justamente naquela parte que um dia lhe dediquei: “você é um ponto de interrogação, uma janela aberta para o ar, um copo de veneno, você é meu medo” e relembro, conseqüentemente, da explicação que lhe dei, principalmente sobre o veneno. “Veneno mata, mas quem disse que eles não podem ser doces e deliciosos antes?” E me pus a pensar exatamente nisso, nos venenos da minha vida. Os doces, os amargos, os mais fortes, os mais fracos...

De todos, você continua sendo meu pior veneno. Doce ao sentir, perigoso ao ser absorvido. Um veneno que me tira o ar, faz meu coração palpitar, me faz deixar de sentir as pernas, que me desorienta, me entontece.

Um veneno que já me tomou por completo. De repente, a música, a nossa música toca. Escuto e fico pensando se tudo o que ela diz é verdade. Penso se é realmente isso que você sente, agora, depois de olhar nos meus olhos. E me aborreço, por exatamente não saber, por sentir saudades, por ter ido ao seu encontro...

Tudo isso parece ter mudado... Mudou o que eu tanto gostava e não dizia. Não conseguia dizer. Hoje eu não queria coisas aborrecidas, queria desejos, sonhos e malícia. O que tínhamos no começo. E bebo mais do meu veneno. Me entorpeço, me mato. Não me reconheço mais.

Morro por sua causa, por essa saudade que me aperta o peito. Tenho um veneno altamente destruidor em mim: a paixão, com uma boa dose de saudade, brindados com os olhos mais lindos que já vi.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

“O coração tem razões que a própria razão desconhece” - Blaise Pascal


Hoje é esta a frase que ilustra meu humor e meu coração. Ok, minha razão e minha emoção em eterna briga de casal. Sim, isso mesmo. Parece que os dois falam comigo e não sei qual dos dois obedeço.

Alguém por ai já se sentiu assim: Com mil saídas de todos os tipos, racionais e irracionais, mas não sabia exatamente qual delas aplicar? Sinto-me em um desenho animado, sabe aquele onde o anjinho fica falando em um ouvido e o diabinho do outro? Bem assim!!!

Às vezes queria sumir pra longe de tudo, ficar longe de páginas e mensagens que me lembram que não posso te ter, ficar longe do que me faz te querer mais, ficar longe de você. Mas não, estou voltando pra perto, e seu coração cada vez mais longe. Suas desculpas cada vez mais vagas, mais silenciosas.

E eu vôo pra perto de você. E seu carinho a quilômetros de distância. E eu ali, pertinho, a apenas algumas quadras, pedindo atenção, pedindo espaço, procurando entender. Continuo ali, parada, idiota o suficiente procurando te entender (às vezes, acho que você rouba a minha inteligência!).

Sei que estou sendo extremamente imbecil e infantil talvez, por estar ali ainda, como quem espera por algo bom. Estou sentada em qualquer banco de praça (ou qualquer outro lugar, como a porta da sua casa), esperando você chegar e me contar o que aconteceu. E sair dali com a certeza de que te compreendi.

Não quero saber se vamos ficar juntos, não quero te beijar, não quero juras de amor... Quero respostas, quero saídas, quero uma luz no fim do túnel, quero te entender, preciso te entender. EU PRECISO.

Preciso de verdades, preciso de sinceridade, preciso e preciso cada vez mais.

Preciso para poder te olhar e não sentir aquela imensa vontade de mexer contigo, de conversar com você. Para poder esbarrar em você e simplesmente conseguir te cumprimentar sem sentir meu coração acelerar, como se quisesse sair do meu peito. Para poder entender que você é apenas mais uma pessoa no mundo e não que você é aquela pessoa especial.

Muitas pessoas acreditam que existem almas que vagam por esse mundo por que possuem um caso mal resolvido. Usando desta metáfora, você é meu assunto mal resolvido. Não posso ser livre enquanto ele continuar assim, sem fim, sem solução.

Se encha de coragem e me conte o que aconteceu. Você diz que eu não entenderia, mas como posso se não tenho nem idéia do que aconteceu, nem uma pista. Mal consigo ter uma conclusão precipitada do que poderia ter acontecido... Como posso saber se você não me fala?!

Me deixa sentar do teu lado, me deixa te olhar e te dar um sorriso sincero, me deixa simplesmente te entender. E assim me liberte! Sossegue meu coração e me deixe partir, leve, com meu assunto mal resolvido desta vez com um ponto final!