sexta-feira, 16 de julho de 2010

Me deixa...

... Eu to saindo, me libertando de mim mesma!
Me larga e deixa eu andar descompassada, com os pés descalços...
... Eu quero gargalhar sem ser repreendida, e vestir qualquer roupa sem ter que encarar contra-elogios...
Me deixa...
... Cantarolar pela rua, encarar a lua e ir dormir quando o sol nascer...
... Atrasar as minhas contas, os meus horários...
... mudar os meus clichês, meus cabelos...
... por os pingos nos “is”, escrever sem respeitar a gramática ( e a lógica)...
Deixa eu me encontrar...
Deixa eu me divertir com quem eu mesma criei... Olhar para minha outra e rir, porque agora eu me (re) encontrei e me libertei...
Não adianta me segurar... Me tornei livre demais para me acorrentar a qualquer idéia, opção ou coração...
Agora para me encarar tem que ser como ou, no mínimo, parecido comigo... Não preciso nem dizer como tem que ser para me convencer a ficar...
E não adianta chorar e espernear... Já deixei de acreditar em teatrinhos...
Para não parecer “malvada”, uma dica eu deixo: tem que ter coragem e simplesmente ser homem suficiente para tal feito...
Quem sabe assim eu fique, e quem sabe a gente pode se entender...
Ou então eu viro as costas e me lanço... Subo no salto, capricho na produção e saio atrás de algo que seja suficiente para mim... E que além de tudo me respeite e admire...
Eu havia esquecido que não nasci para ser uma mulher comum... Nasci para ser eu, mudar os sentidos, o tempo, e me respeitar por tudo isso...
Eu havia esquecido, mas por sorte minha (e azar seu) eu redescobri...
Agora meu bem, é tarde demais...
Não pretendo me esquecer do que sou nunca mais...
Quer vir comigo? Vem!
Tem medo de quem eu sou? Sinto muito, prefiro encontrar alguém mais corajoso pelo caminho...
Não sou difícil, nem arrogante... Só aprendi a me respeitar e entender o valor que tenho...
Cuidado... o tempo é curto! Não feche os olhos, porque eu posso simplesmente sumir e nunca mais você vai me ver...
E ai não adianta gritar, eu já vou estar longe de você, e principalmente bem longe do alcance das suas mãos!
(Cíntia Synderski)

* (texto dedicado a todas as mulheres que se amam e se respeitam, ou seja, para todas as mulheres poderosas de verdade...)




quarta-feira, 7 de julho de 2010

Música: Um dia com o mundo

O que o mundo espera de você
Quais palavras tem que se dizer
Pro sol nascer sorrindo

O que é certo se fazer
Se as diferenças movem o porque
Do nosso caminho

Se tudo é um erro
Se verdade não existe
Pra sociedade que não dá sossego
Pro bem que persiste

Basta apenas ser você
Amar o infinito descobrir que é tão bonito em ser você
(Lucas Botta)

domingo, 4 de julho de 2010

Era só dizer...

Eram tantas palavras e sentimentos, tanto para dizer, mas nem sabia como começar... Olhava aquele papel em branco insinuante, provocante e dolorido. “Como e o que escrever”, se perguntava e ao mesmo tempo sentia que precisava colocar naquele papel as suas queixas, o que lhe apertava o coração (e o estômago) para assim se sentir mais leve, mais tranqüila, quem sabe até mais segura...
Talvez fosse mais simples do que ela imaginava, mas as palavras lhe faltavam, sumiam, e ela apenas olhava aquele papel, que junto com seu coração, pedia que as letras revelassem os seus sentimentos...
Como o simples fato de querer dizer que adora as manhãs de sol, em pleno inverno, que deixam o dia mais alegre...
Queria dizer:
... que adora olhar a lua cheia por horas e vagar por seus pensamentos;
... que chora quando vê alguns filmes ou escuta algumas canções;
... que não superou seus medos, nem largou o jeito quase infantil de demonstrá-los;
... que ainda olha as mesmas fotos só para lembrar-se de alguém;
... sobre os seus dias, sobre seus medos, sobre o que a detém;
... que um sorriso basta para que o dia mude.
Queria dizer todos os gritos do seu coração solitário, mas o silêncio do seu corpo era mais forte, bem mais forte! Ao ponto de complicar o simples e amar o complicado.
De como queria se jogar e te abraçar sem medo, sem pudor... De como queria te segurar pela mão quando você se sente triste e sozinho... ou ainda estar todos os dias ao seu lado, compartilhando os medos, os momentos de ócio, os segredos, a descoberta do outro... Apenas queria olhá-lo pelas manhãs e contemplar o seu sono e rir inocentemente da forma como você dorme...
Queria fazer planos...
De como deseja que você apenas a olhe...
De como deseja que você a perdoe pelo seu modo inconstante de ser ou pelo seu modo insuficiente de ser para você...
Que a perdoe pelo seu modo de te sufocar com medo de te perder, de sufocá-lo por medo de dizer que apenas o quer ali do lado.
Como queria dizer que você a faz sentir que ainda há vida dentro do seu coração e de agradecer por mostrar que ela pode mais que imagina...
Mas ela ainda tem medo de parecer idiota ou de perder o pouco que tem... Ou esse pouco pode ser muito? Muito que ela não enxerga sem você, está na alma dela, na sua essência, que precisa apenas abrir os olhos, pois assim abriria o coração.
Talvez ela ache que você ainda tenha que aprender algumas coisas, talvez crescer um pouco mais. Ou talvez o problema seja ela, que talvez precise perder o medo e se entregar sem pensar nas conseqüências que um “te quero” pode causar, sejam elas boas... Ou ruins. Quem sabe deveria pensar que juntos se pode compreender e amar, superar todas as dores e tampar todas as feridas, e assim olhar para trás e saber que o medo foi superado e que a partir de agora isso será encarado a dois.
E talvez aquele empecilho - de não saber como começar o texto – seja apenas uma maneira de ter a certeza de como vai terminar.

(Cíntia Synderski com pitacos de Lucas Botta)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Mais novidades...

Olá amores...

Passandinho para contar a novidade...

Agora temos mais uma forma de comunição com vocês, já que muitos me confessaram terem vergonha de comentar, o que não pode acontecer...

Mas pensando nos leitores envergonhados agora temos um e-mail do blog para o qual vocês podem mandar sugestões de temas para textos, críticas, elogios, correções... qualquer coisa...

eu juro que nós não vamos morder ninguém viu?!

anotem ai:

deciframeuspensamentos@yahoo.com.br

Beijo e espero ver essa caixa de e-mail sempre cheia hein! =D

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Siga...

Não se preocupe meu bem, não está nada errado... Porque esse medo? Eu te falo o segredo do meu coração que abri pra você.
Não se assuste. Não sou o que pareço ser, nem tampouco sou o que você pensa.
Sou humano infinito nos meus defeitos e qualidades.
Sou desgraça, medo, anseio, compaixão...
Sou paixão a flor da pele, sou amor que compadece. Paixão em demasia. Amor em pequenos grãos.
Não se assuste se pareço não querer. Eu apenas estou calejado demais para acreditar em sentimentos tão grandes que nascem de forma tão repentina.
Não tenha medo das minhas dúvidas, do que eu pergunto.
Não me lance nenhuma corda, eu não vou puxar.
Não tente me tirar do sério, eu não vou me entregar.
Sou dúvida em solo de idéias fixas.
Sou racionalidade no campo das emoções.
Sou paixão contida. Coração machucado.
Amor que suspira e pede para ser livre.
Mas é contido por medo. Por simplesmente desconhecer. Ou então por não saber como amar.
Amor indeciso. Paixão platônica.
Mas eu não resisto e nas entrelinhas das palavras e dos olhares eu me entrego.
Te conto meus segredos. Te mostro o caminho do meu coração.
É só você seguir.
Não vou te machucar, nem tampouco desdenhar do seu sentimento.
Mergulha no infinito das minhas dúvidas.
Dissipa os meus medos.
Faça do meu o seu coração.
Me faça sorrir em manhãs nubladas.
Tire a solidão dos meus dias.Me faça apenas entender o sentido do que é amar...
(Cíntia Synderski)

* Esse texto é quase a quatro mãos... A idéia surgiu de uma frase do Lucas ( a primeira do texto).

sábado, 29 de maio de 2010

Filosofia

Eu prefiro as minhas filosofias, não aquela dos livros.

Gosto da filosofia que surge dos momentos, dos sentimentos, das companhias...

Gosto da filosofia do corpo que fala, que motiva, que instiga...

Gosto da filosofia das almas: inquieta, leve, constante.

Gosto da filosofia em par: densa, rica, misteriosa, envolvente...

Filosofia única e imutável. Filosofia tão doce quanto às manhãs de primavera.

(Cíntia Synderski)


quinta-feira, 27 de maio de 2010


A gente quer que as pessoas nos amem, sem ao menos darmos o tempo necessário para que elas nos reconheçam.

Que tempo seria esse?

É quando percebemos que o amor e o perdão do outro está mudando nossas vidas.
(Lucas Botta)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Novidades!

Olá meus amores...

Tudo bem?

Sei que ando meio sumida, mas tenho tantas novidades e tantos trabalhos e projetos que não tenho nem tempo de passar por aqui...

Mas não fiquem tristes... Tenho uma ótima novidade! O blog agora terá mais um autor...
É isso mesmo! Um autor!

Apresento-lhes Lucas Botta. Meu companheiro de faculdade e agora co-autor do Decifra meus pensamentos...

Eu estava a muito tempo a procura de um parceiro ideal para este blog, pois eu não estava mais dando conta... e entre algumas conversas o Lucas me mostrou alguns versos que escrevia e eu vi que éramos parecidos para escrever... então conclui que ele era a pessoa ideal ....

Agora posso me derreter em elogios né?! Hahahaha

Pensem num menino brincalhão, super crescido, com um coração enorme e um sorriso sempre no rosto... Isso é apenas uma parte desse tal Lucas Botta... Dono de uma alma linda, e de textos e músicas com poesia e sentimento.

Poderia escrever muitas coisas sobre esse “menino”, mas prefiro deixar com vocês o mistério e a delícia da descoberta em cada texto que ele nos apresentar...

Lucas seja bem-vindo...

Gente eu continuo por aqui viu, não vão me trocar hein... Sou ciumenta com meus leitores... hahahaha

Logo eu e o Lucas estaremos postando alguns textos novos para vocês...

Beijos e xeros! =D

segunda-feira, 22 de março de 2010

Ciranda – cirandinha...

(indagações sobre um fato que precisa ser discutido)

E quando eu decidir afinal que você é meu? Qual vai ser sua posição, seu julgamento... Qual será a sua palavra final?
A curiosidade me instiga toda vez que penso em tal possibilidade e confesso: tal sentimento é delicioso.

Delicioso como as palavras que percorrem nossas conversas cheias de verdades encobertas, mentiras discretas, sentimentos revelados e encarados com inocência (ou não). Suave como o vento que atravessa meu quarto e me traz a sensação de mãos pelo meu corpo...

Conversas de duplos, triplos sentidos... Mas qual é a verdade? Onde está a real verdade?

Será que realmente você adora meus trejeitos de menina sapeca com uma pitada de mulher inconformada e sedutora? Ou será que sou eu quem se derrete com teu jeito hard de menino brincalhão e extremamente carente?

Talvez sejamos duas crianças que gostam de brincar com fogo: elas não sossegam até se queimarem ou talvez sejamos duas crianças curiosas demais a procura da resposta a uma pergunta que não cala ou ainda talvez a gente seja tão criança a ponto de brincar com o que a gente sente, sem ao menos nos ferir, fazendo isso apenas por impulso ou inocência...

Mas e quando um de nós decidir que acabou essa história e que de agora em diante precisamos encarar que isso não é uma brincadeira e que um sentimento (que não sei exatamente qual é) existe e que precisamos tomar uma posição... Como vai ser?

Será que olharemos nos olhos e diremos o que realmente pensamos e queremos ou vamos nos abraçar e rir como duas crianças que acabam de aprontar mais uma?
(Cíntia Synderski)

sábado, 6 de março de 2010

Flores pelo chão

Vou sem olhar pra trás, sem dizer adeus... Vou sem despedida, sem lágrimas, sem sorrisos, nem abraços...

Vou através da escuridão e a passos lentos busco outro rumo, outra saída, outro porque...

Deixo tudo para trás... As coisas que fiz, os sentimentos que despertei, os erros que cometi...

Vou em direção ao horizonte, sem parar, sem pensar, sem relutar

Apenas sigo como a canção que toca no rádio, como o vento que corre sem destino

Eu me vou...

Eu me perco...

Eu me encontro...

Eu não deixo rastros, não marco o caminho... Eu não quero mais voltar...

Eu apago a minha memória, eu esvazio minha mente e eu sigo...

Passo por pedras, caminho pela terra, piso nas flores caídas sem vida no chão...

E assim eu sigo... Forte, decidida e cansada...

Cansada das lutas em vão, das vontades reprimidas, dos desejos enjaulados...

Eu fujo do que eu sinto e tomo outra forma... Deixo o que eu sou e me renovo...

Dispo-me das minhas manias, das minhas vontades, do meu ego...

Eu me reescrevo, me reinvento, me desconheço...

Eu corro pra longe...

Eu fujo...

Eu sumo...

Eu desisto...

Eu busco...

Alento, desejo, sentimentos...

Eu esqueço...
(Cíntia Synderski)
Foto: Denise Moletta

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sorte de hoje

Certo dia ao abrir a página do meu Orkut, me deparei com a seguinte frase: Sorte de hoje: A felicidade nada mais é do que boa saúde e memória fraca. E é claro que eu me pus a pensar e a refletir e sabe que passei a concordar com isso. Afinal para se viver bem e muito é necessário cuidar do corpo, cuidar da saúde. Se manter em forma, com tudo em dia... Para isso basta apenas fazer um check up e um médico e tudo está resolvido.

Tendo-se boa saúde se vive mais... Mas todos hão de concordar que passamos por bons e mals momentos na nossa vida. Coisas, pessoas, decisões que nos seguem (e perseguem) por toda a vida e por isso nos referimos a eles com certa dor e com um desejo de “se eu soubesse faria diferente”. E quem nunca pensou nisso. Por mais que a gente ache que se desprendeu de determinado sentimento ou situação, um dia algo lembra isso e conseqüentemente nos faz recordar do que sentimos. E isso nem sempre é bom.

Por isso a felicidade está em se ter memória fraca, mas claro para momentos ruins. A gente deveria pensar que se a gente tomou tal decisão era porque naquele momento para nós aquele caminho era o certo e a gente simplesmente fez o que achava correto. Mas a gente muda constantemente. Nunca teremos, por exemplo, aos 50 anos a mesma opinião sobre um assunto como tínhamos aos 18. Pode-se apenas mudar uma vírgula sobre tal opinião, mas pelo menos algo muda. E por isso a gente sempre vai achar que tal decisão poderia ter sido mais correta ou sensata se fosse outra, mas naquela situação não tínhamos a maturidade e a experiência que possuímos hoje.

Mas lembrar disso às vezes nos deixa infeliz por exatamente saber que podia-se ter feito melhor, mas isso não vai mudar em nada. Apenas trará angústia e tristeza. E é ai que se encontra a importância de se ter uma memória fraca: para deixar que decisões precipitadas ou momentos tristes sejam postos numa “gavetinha” bem escondida a ponto de ser esquecida, para que possamos ser feliz no agora, lembrando apenas de que fomos felizes no passado!
(Cíntia Synderski)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

“Things can be better, you can be happy, try” (Battle – Colbie Caillat)

Qual o maior medo do ser humano: perder o que se tem ou perder o que não se tem? Talvez a indagação seja outra: meu maior medo é perder o que tenho ou o que não tenho?
Talvez um dos meus piores erros seja ter crescido e perdido a garota que não se importava com que os outros achavam: ela simplesmente partia pra cima, abria o jogo e nem por isso se sentia inferior ou superior, mas pelo menos sabia que era fiel a si mesma, ao que sentia, ao seu coração - que sempre comandou mais que sua razão, sempre a colocando em xeque, fazendo-a decidir e correr atrás.
E agora ela se vê pensando nos pós e contras, fazendo quase uma auto-análise de si mesma e da situação... Faltavam apenas os dossiês e uma mesa com várias pessoas discutindo sobre qual seria o melhor rumo a seguir, como naqueles filmes de guerras e estratégias.
Era como se tudo estivesse acontecendo porque deveria acontecer. As coisas, palavras, gestos aconteciam naturalmente. E de tão natural eram encantadoras. O que era simples e imperfeito por hora lhe proporcionava a sensação de “borboletas no estômago”, além de uma batalha interna. Sensação de poder e não ter; sensação de sentir, mas não tocar; sensação de sonhar, mas não concretizar; sensação de errar, mas acertando; sensação de achar que é certo o que mais tarde pode parecer errado. Pequenas coisas que se tornam empecilhos, entraves... Era como se aquele momento fosse uma ação que espera uma reação. Já perdera demais e não queria que isso acontecesse, mas sabia que aquilo era o que o coração pedia ali naquele momento, naquele minuto. E quem é capaz de dizer não quando ele resolve comandar toda a situação? Ninguém.
Em determinados momentos parecia que era apenas mais uma aventura e uma futura decepção ( dela ou com ela), mas as vezes parecia que qualquer espaço vazio era preenchido, qualquer sensação de perda se dissipava, qualquer medo desaparecia, porque ela tinha ele ali. Mas e o medo de perder tudo que conquistara? A empatia, a afinidade, a liberdade para brincar, a pessoa para compartilhar segredos e medos... Caso os acontecimentos levassem a outros caminhos quem tomaria o lugar dele para fazer companhia, conversar, jogar conversa fora... como ficaria sem seu carinho?
Talvez fosse diferente ou talvez nem fosse. Poderia ser apenas uma criação, uma ilusão perfeita ou apenas mais um golpe do destino cuja mensagem ela não conseguia entender pois muitas vezes o destino a convidou para se jogar e ela saiu despedaçada e agora será que esse destino resolvera parar de brincar e decidiu lhe convidar a ser feliz?
(Cíntia Synderski)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Aviso!

Queridos!

Sei que ando meio sumida, mas passei apenas para avisar que retirei das configurações a permissão para que comentários anônimos sejam feitos! Mas em consequência muita gente não poderá comentar também!

Espero que entendam, mas um anônimo apareceu por aqui... Faz bons comentários, mas não se identifica... Não gosto muito disso! Por isso essa decisão!

Talvez se o tal "anônimo"resolver dar as caras e mostar quem é de verdade eu retorne as configurações originais...

Não me levem a mal, mas comigo pau é pau, pedra é pedra... e além de tudo eu não tiro pedaço de ninguém!

Comentários e críticas continuam sendo bem vindos, mas cada um com a devida 'carinha' do leitor!

espero que entendam...

beijos e xeros!

Em breve novo post!

;)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Palavras apenas, palavras pequenas, palavras... (Palavras ao vento – Cássia Eller)

Às vezes não sabemos como agir. A imperfeição humana muitas vezes nos leva a ficar confuso, a ficar perdido... Às vezes se misturam sentimentos: saudade, ansiedade, objetivos, desejos, impotência...
A imperfeição do ser humano muitas vezes é perfeita, pois só nós conseguimos fazer dos sentimentos e momentos vividos boas lembranças, música ou palavras...

O que seria de nós se não pudéssemos ter uma “válvula de escape” para resistir ou sobreviver a todos os momentos, os conflitos e sentimentos que temos durante toda a nossa vida.

Eu descobri meu “abrigo” nas palavras... Letra por letra eu fiz das palavras meu diário. E tudo começou pelo encantamento infantil de uma lua cheia num lugar escuro... Aquele brilho, aquela luz despertou naquela menina um desejo de exprimir o que viu... Acabou em palavras...

E as palavras cresceram como aquela menina. E, além disso, escreveram toda a sua história... Decepções, desejos, medos... Tudo transformado em palavras ora fáceis, ora difíceis, mas sempre com uma beleza ou uma nova idéia.Sempre se modificando, se aprimorando como aquela menina...

Os textos se transformaram como ela, mas ainda existem momentos em que o que mais queria era escrever tudo que sente, mas a idade adulta traz mais interrogações e mais cautela. Escrever ao pé da letra tudo que sente às vezes pode significar uma recusa, uma taxação... Pode-se até explicar o porquê que determinado texto foi escrito, mas que escritor gosta de ter que explicar o que escreve?

Hoje falo de palavras porque muitas, em todos os setores da minha vida, pedem para serem escritas, faladas, ditadas... Elas querem ganhar vida, expressão... Mas ainda precisam ficar caladas, imunes, isoladas...

Se eu pudesse definir tal momento sem muitas avarias, eu resumiria que eu posso controlar as minhas palavras, mas não posso controlar meus sentimentos. E quando eu escrevo não são apenas as palavras que se seguem em uma concordância, é meu coração que pede espaço para ser visto, para ser sentido. É meu eu que muitas vezes pede socorro, pede auxilio, pede um abraço ou talvez apenas um sorriso.

(Cíntia Synderski)
*Assim como o texto, a foto também é de minha autoria portanto reprodução apenas mediante solicitação.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

“Talvez bastava respirar... Somente respirar um pouco...” - Invece No - Laura Pausini

Senti que algo me envolvia, perturbava minha mente e meu coração, mas ainda não sabia definir o que, ou muito menos por que isso estava acontecendo. Tudo começou depois que ele, dentro da sua delicadeza e malícia, voltou-se para mim e simplesmente sorriu. Uma, duas, três vezes... Conversas sem sentido, informais... Com o tempo apertos de mão evoluíram para abraços e beijos carinhosos no rosto. E assim a minha vida foi se tornando mais alegre, mais clara, mais gostosa de viver.
Sem perceber eu estava envolvida, mas não sabia dizer se ele me queria da mesma forma ou era uma simples amizade que eu insistia em colorir. E o medo e os traumas de outros relacionamentos me faziam ser racional e não arriscar... E assim continuavam as conversas, os abraços e nada mais.
Eu podia sentir em todos os cantos o cheiro da sua pele, do seu perfume. Bastava pensar, para te ver em minha mente, nunca precisei me esforçar! Seus olhos, seu riso... Tudo me fazia bem, tudo me acalmava. Ele já havia impregnado meus pensamentos, a minha casa, a minha vida.
E no compasso descompassado dos dias continuávamos silenciosos. Não queria arriscar perder aquele homem com um convite ou uma tentativa de aproximação maior e dessa forma nem mesmo seu sorriso ver ou nem sentir seu abraço.
Os cafés me faziam desejar sua companhia doce, suave. As caminhadas no parque me faziam imaginar você ali comigo, me fazendo rir de pequenas bobagens ou então ouvindo minhas filosofias. O sorvete no fim de uma tarde qualquer me fazia querer desvendar os mistérios daquele homem encantado.
Ou melhor, eu queria que ele se mostrasse da forma mais simples possível pra mim, em momentos singelos, talvez sem grande pompa ou talvez de uma forma boba porque não?!. Um toque de simplicidade basta para nossas almas. Como a chuva que desliza sobre as pétalas de uma rosa. Como um entardecer numa tarde de verão.

(Cíntia Synderski)

* Dedicado a duas pessoas que me deram idéias diversas sobre a frase... Um beijo especial à vocês!