
quinta-feira, 27 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Novidades!
Tudo bem?
Sei que ando meio sumida, mas tenho tantas novidades e tantos trabalhos e projetos que não tenho nem tempo de passar por aqui...
Mas não fiquem tristes... Tenho uma ótima novidade! O blog agora terá mais um autor...
É isso mesmo! Um autor!
Apresento-lhes Lucas Botta. Meu companheiro de faculdade e agora co-autor do Decifra meus pensamentos...
Eu estava a muito tempo a procura de um parceiro ideal para este blog, pois eu não estava mais dando conta... e entre algumas conversas o Lucas me mostrou alguns versos que escrevia e eu vi que éramos parecidos para escrever... então conclui que ele era a pessoa ideal ....
Agora posso me derreter em elogios né?! Hahahaha
Pensem num menino brincalhão, super crescido, com um coração enorme e um sorriso sempre no rosto... Isso é apenas uma parte desse tal Lucas Botta... Dono de uma alma linda, e de textos e músicas com poesia e sentimento.
Poderia escrever muitas coisas sobre esse “menino”, mas prefiro deixar com vocês o mistério e a delícia da descoberta em cada texto que ele nos apresentar...
Lucas seja bem-vindo...
Gente eu continuo por aqui viu, não vão me trocar hein... Sou ciumenta com meus leitores... hahahaha
Logo eu e o Lucas estaremos postando alguns textos novos para vocês...
Beijos e xeros! =D
segunda-feira, 22 de março de 2010
Ciranda – cirandinha...
E quando eu decidir afinal que você é meu? Qual vai ser sua posição, seu julgamento... Qual será a sua palavra final?
A curiosidade me instiga toda vez que penso em tal possibilidade e confesso: tal sentimento é delicioso.
Delicioso como as palavras que percorrem nossas conversas cheias de verdades encobertas, mentiras discretas, sentimentos revelados e encarados com inocência (ou não). Suave como o vento que atravessa meu quarto e me traz a sensação de mãos pelo meu corpo...
Conversas de duplos, triplos sentidos... Mas qual é a verdade? Onde está a real verdade?

Será que realmente você adora meus trejeitos de menina sapeca com uma pitada de mulher inconformada e sedutora? Ou será que sou eu quem se derrete com teu jeito hard de menino brincalhão e extremamente carente?
Talvez sejamos duas crianças que gostam de brincar com fogo: elas não sossegam até se queimarem ou talvez sejamos duas crianças curiosas demais a procura da resposta a uma pergunta que não cala ou ainda talvez a gente seja tão criança a ponto de brincar com o que a gente sente, sem ao menos nos ferir, fazendo isso apenas por impulso ou inocência...
Mas e quando um de nós decidir que acabou essa história e que de agora em diante precisamos encarar que isso não é uma brincadeira e que um sentimento (que não sei exatamente qual é) existe e que precisamos tomar uma posição... Como vai ser?
Será que olharemos nos olhos e diremos o que realmente pensamos e queremos ou vamos nos abraçar e rir como duas crianças que acabam de aprontar mais uma?
sábado, 6 de março de 2010
Flores pelo chão
Vou através da escuridão e a passos lentos busco outro rumo, outra saída, outro porque...
Deixo tudo para trás... As coisas que fiz, os sentimentos que despertei, os erros que cometi...
Vou em direção ao horizonte, sem parar, sem pensar, sem relutar
Apenas sigo como a canção que toca no rádio, como o vento que corre sem destino
Eu me vou...
Eu me perco...
Eu me encontro...
Eu não deixo rastros, não marco o caminho... Eu não quero mais voltar...
Eu apago a minha memória, eu esvazio minha mente e eu sigo...
Passo por pedras, caminho pela terra, piso nas flores caídas sem vida no chão...
E assim eu sigo... Forte, decidida e cansada...
Cansada das lutas em vão, das vontades reprimidas, dos desejos enjaulados...
Eu fujo do que eu sinto e tomo outra forma... Deixo o que eu sou e me renovo...
Dispo-me das minhas manias, das minhas vontades, do meu ego...
Eu me reescrevo, me reinvento, me desconheço...
Eu corro pra longe...
Eu fujo...
Eu sumo...
Eu desisto...
Eu busco...
Alento, desejo, sentimentos...
Eu esqueço...
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Sorte de hoje
Tendo-se boa saúde se vive mais... Mas todos hão de concordar que passamos por bons e mals momentos na nossa vida. Coisas, pessoas, decisões que nos seguem (e perseguem) por toda a vida e por isso nos referimos a eles com certa dor e com um desejo de “se eu soubesse faria diferente”. E quem nunca pensou nisso. Por mais que a gente ache que se desprendeu de determinado sentimento ou situação, um dia algo lembra isso e conseqüentemente nos faz recordar do que sentimos. E isso nem sempre é bom.
Por isso a felicidade está em se ter memória fraca, mas claro para momentos ruins. A gente deveria pensar que se a gente tomou tal decisão era porque naquele momento para nós aquele caminho era o certo e a gente simplesmente fez o que achava correto. Mas a gente muda constantemente. Nunca teremos, por exemplo, aos 50 anos a mesma opinião sobre um assunto como tínhamos aos 18. Pode-se apenas mudar uma vírgula sobre tal opinião, mas pelo menos algo muda. E por isso a gente sempre vai achar que tal decisão poderia ter sido mais correta ou sensata se fosse outra, mas naquela situação não tínhamos a maturidade e a experiência que possuímos hoje.
Mas lembrar disso às vezes nos deixa infeliz por exatamente saber que podia-se ter feito melhor, mas isso não vai mudar em nada. Apenas trará angústia e tristeza. E é ai que se encontra a importância de se ter uma memória fraca: para deixar que decisões precipitadas ou momentos tristes sejam postos numa “gavetinha” bem escondida a ponto de ser esquecida, para que possamos ser feliz no agora, lembrando apenas de que fomos felizes no passado!
sábado, 13 de fevereiro de 2010
“Things can be better, you can be happy, try” (Battle – Colbie Caillat)
Talvez um dos meus piores erros seja ter crescido e perdido a garota que não se importava com que os outros achavam: ela simplesmente partia pra cima, abria o jogo e nem por isso se sentia inferior ou superior, mas pelo menos sabia que era fiel a si mesma, ao que sentia, ao seu coração - que sempre comandou mais que sua razão, sempre a colocando em xeque, fazendo-a decidir e correr atrás.
E agora ela se vê pensando nos pós e contras, fazendo quase uma auto-análise de si mesma e da situação... Faltavam apenas os dossiês e uma mesa com várias pessoas discutindo sobre qual seria o melhor rumo a seguir, como naqueles
filmes de guerras e estratégias.Era como se tudo estivesse acontecendo porque deveria acontecer. As coisas, palavras, gestos aconteciam naturalmente. E de tão natural eram encantadoras. O que era simples e imperfeito por hora lhe proporcionava a sensação de “borboletas no estômago”, além de uma batalha interna. Sensação de poder e não ter; sensação de sentir, mas não tocar; sensação de sonhar, mas não concretizar; sensação de errar, mas acertando; sensação de achar que é certo o que mais tarde pode parecer errado. Pequenas coisas que se tornam empecilhos, entraves... Era como se aquele momento fosse uma ação que espera uma reação. Já perdera demais e não queria que isso acontecesse, mas sabia que aquilo era o que o coração pedia ali naquele momento, naquele minuto. E quem é capaz de dizer não quando ele resolve comandar toda a situação? Ninguém.
Talvez fosse diferente ou talvez nem fosse. Poderia ser apenas uma criação, uma ilusão perfeita ou apenas mais um golpe do destino cuja mensagem ela não conseguia entender pois muitas vezes o destino a convidou para se jogar e ela saiu despedaçada e agora será que esse destino resolvera parar de brincar e decidiu lhe convidar a ser feliz?
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Aviso!
Sei que ando meio sumida, mas passei apenas para avisar que retirei das configurações a permissão para que comentários anônimos sejam feitos! Mas em consequência muita gente não poderá comentar também!
Espero que entendam, mas um anônimo apareceu por aqui... Faz bons comentários, mas não se identifica... Não gosto muito disso! Por isso essa decisão!
Talvez se o tal "anônimo"resolver dar as caras e mostar quem é de verdade eu retorne as configurações originais...
Não me levem a mal, mas comigo pau é pau, pedra é pedra... e além de tudo eu não tiro pedaço de ninguém!
Comentários e críticas continuam sendo bem vindos, mas cada um com a devida 'carinha' do leitor!
espero que entendam...
beijos e xeros!
Em breve novo post!
;)
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Palavras apenas, palavras pequenas, palavras... (Palavras ao vento – Cássia Eller)
A imperfeição do ser humano muitas vezes é perfeita, pois só nós conseguimos fazer dos sentimentos e momentos vividos boas lembranças, música ou palavras...
O que seria de nós se não pudéssemos ter uma “válvula de escape” para resistir ou sobreviver a todos os momentos, os conflitos e sentimentos que temos durante toda a nossa vida.

Eu descobri meu “abrigo” nas palavras... Letra por letra eu fiz das palavras meu diário. E tudo começou pelo encantamento infantil de uma lua cheia num lugar escuro... Aquele brilho, aquela luz despertou naquela menina um desejo de exprimir o que viu... Acabou em palavras...
E as palavras cresceram como aquela menina. E, além disso, escreveram toda a sua história... Decepções, desejos, medos... Tudo transformado em palavras ora fáceis, ora difíceis, mas sempre com uma beleza ou uma nova idéia.Sempre se modificando, se aprimorando como aquela menina...
Os textos se transformaram como ela, mas ainda existem momentos em que o que mais queria era escrever tudo que sente, mas a idade adulta traz mais interrogações e mais cautela. Escrever ao pé da letra tudo que sente às vezes pode significar uma recusa, uma taxação... Pode-se até explicar o porquê que determinado texto foi escrito, mas que escritor gosta de ter que explicar o que escreve?
Hoje falo de palavras porque muitas, em todos os setores da minha vida, pedem para serem escritas, faladas, ditadas... Elas querem ganhar vida, expressão... Mas ainda precisam ficar caladas, imunes, isoladas...
Se eu pudesse definir tal momento sem muitas avarias, eu resumiria que eu posso controlar as minhas palavras, mas não posso controlar meus sentimentos. E quando eu escrevo não são apenas as palavras que se seguem em uma concordância, é meu coração que pede espaço para ser visto, para ser sentido. É meu eu que muitas vezes pede socorro, pede auxilio, pede um abraço ou talvez apenas um sorriso.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
“Talvez bastava respirar... Somente respirar um pouco...” - Invece No - Laura Pausini
Sem perceber eu estava envolvida, mas não sabia dizer se ele me queria da mesma forma ou era uma simples amizade que eu insistia em colorir. E o medo e os traumas de outros
relacionamentos me faziam ser racional e não arriscar... E assim continuavam as conversas, os abraços e nada mais.Eu podia sentir em todos os cantos o cheiro da sua pele, do seu perfume. Bastava pensar, para te ver em minha mente, nunca precisei me esforçar! Seus olhos, seu riso... Tudo me fazia bem, tudo me acalmava. Ele já havia impregnado meus pensamentos, a minha casa, a minha vida.
E no compasso descompassado dos dias continuávamos silenciosos. Não queria arriscar perder aquele homem com um convite ou uma tentativa de aproximação maior e dessa forma nem mesmo seu sorriso ver ou nem sentir seu abraço.
Os cafés me faziam desejar sua companhia doce, suave. As caminhadas no parque me faziam imaginar você ali comigo, me fazendo rir de pequenas bobagens ou então ouvindo minhas filosofias. O sorvete no fim de uma tarde qualquer me fazia querer desvendar os mistérios daquele homem encantado.
Ou melhor, eu queria que ele se mostrasse da forma mais simples possível pra mim, em momentos singelos, talvez sem grande pompa ou talvez de uma forma boba porque não?!. Um toque de simplicidade basta para nossas almas. Como a chuva que desliza sobre as pétalas de uma rosa. Como um entardecer numa tarde de verão.
(Cíntia Synderski)
* Dedicado a duas pessoas que me deram idéias diversas sobre a frase... Um beijo especial à vocês!
sábado, 24 de outubro de 2009
O que eu não devo esquecer
Seja você mesmo em qualquer lugar. Eu aceitei que sou caipira e desastrada e sou feliz por isso! =D
não pára.”
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Nada encantado, porém de verdade!
Descobri que o cara ideal não tem um perfil físico, intelectual ou até social que o define para ser perfeito, mas descobri que você sabe que aquele é o cara ideal quando ele te surpreende. Isso mesmo ele te surpreende. Te deixa recados, te faz ficar boba com elogios, te liga e tudo isso sem que você espere.
São pessoas que se doam sem esperar receber. Se eles precisarem de atenção, eles saberão pedir de um modo que você vai se surpreender e nem vai conseguir pensar. Eles dão carinho, atenção, amor sem esperar que você faça o mesmo. Dão esperança, sorrisos e arrepios. E tudo sempre te surpreendendo.
Hoje entendi que não devo procurar um modelo de cara perfeito que criei na minha cabeça devido as histórias de princesas que ouvi quando criança. Sei que ele nunca vai ser do jeito que imaginei, não vai ter olhos azuis e muito menos vai bater na porta da minha casa, com um buque de flores nas mãos, montado num cavalo branco.
Ele vai aparecer naquela correria do dia a dia, naquela conversa de bar, quem sabe naquela ‘fuçada’ de Orkut. Não importa como, mas ele vai aparecer e o principal: vai te surpreender.
Quando isso acontecer, comece um relacionamento, rolo ou caso, (não importa) de pés no chão e você vai ver como lentamente, a partir do momento em que ele te surpreende a todo instante, você perde o chão e parece voar.
Vai ser um sentimento único. Você vai se sentir especial, querida e amada. Vai se sentir mais sexy, mais magra, mais bem humorada. E não importa se isso durar horas, dias, semanas, meses ou anos... Se um dia um homem te surpreender envolva-se, entregue-se... pois essa pode ser uma oportunidade única de se sentir plena.

Obs: Esse texto foi escrito faz um tempo, mas decidi postá-lo agora... Beijos pra vocês meus leitores! =)
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Pára o mundo! Eu quero explicações!
Mais uma madrugada e a inspiração vem! Justamente quando ela não deveria! Embalada, cercada e amarrada por muito trabalho logo surgem indagações, perguntas, pensamentos e eu, um mero instrumento e uma pobre trabalhadora, não resisto e me entrego a escrever e ficar em plena madrugada incomodando o sono alheio com o barulho do teclado!
Situações como essa me fazem contrariar mais uma famosa frase (acho que estou começando a gostar disso)...Sim eu quero explicações! Na verdade, acho que a vida da gente, as situações que
vamos viver deveriam ser como atendimento eletrônico via telefone: “Se você deseja viver a próxima situação, tecle 1! Se não quiser, tecle 2! Para mais informações, aguarde na linha...”Vocês já imaginaram como seriam mais fácil e mais conveniente viver?! Mas não, as coisas tem que ser mais difíceis... A gente não escolhe viver determinadas situações ou momentos, eles simplesmente acontecem... E lá vai a gente, viver com alegria, dor, felicidade ou com uma ressaca no dia seguinte. Gente problemas também dão ressaca!
Eu queria poder saber e escolher o que viver. Por mais que muitas vezes eu (ache que) tenha controle da minha vida, esse suposto controle as vezes me some, escorre pelos dedos, me faz ficar sem noção e pronto! Acontece e eu preciso viver, mesmo sem as minhas armas de defesa por perto. E lá vou eu me aventurar... E sabe o que apenas me sobra para viver essas situações? Apenas as minhas emoções e então já sabe, muitas vezes não há como concertar... então já era. Eu sou assim mesmo, sempre que mais preciso das minhas armas, da minha razão, eles somem! Vão passear! Eles tiram férias! E eu como fico? Perdida. Metendo os pés pelas mão e me encantando com qualquer carinho ou atenção a mais... E como faço: eu sou humana. Por mais que eu queira, não consigo nem posso dizer não, quando minha emoção diz sim. E o pior ela consegue me convencer de uma forma tão rápida que quando eu percebo... já foi...já aconteceu... Agora preciso viver as conseqüências disso.
Gente alguém pode me dar uma vida com tecla SAP, por favor?
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
(Im) perfeito
Eu não nasci para ser perfeita... Eu nasci para ser humana... Humana mesmo!. Que vive, convive, erra, acerta e que sente. Não sou perfeita, ao contrário, sou imperfeita... no modo como falo, no jeito como ando, na forma como levo minha vida ou como calço meus sapatos. Tenho um número expressivo e colossal de imperfeições. Tenho as imperfeições do gênero, número e grau... Tenho as imperfeições de um abraço que fala, de um olhar que cala, de uma mão que acaricia. Tenho as imperfeições das cores, das formas, do traçado. Sou como uma criança aprendendo a escrever ou a calcular: com o lápis ela escreve o que acha certo, e se não for, ela apaga com a borracha e, quando de tanto errar a folha fica desgastada demais, ela a arranca ou simplesmente vira a página.
Eu me permito errar e sempre disse que sou uma eterna aprendiz. E sou! Nunca vou entender algumas meias palavras, bem como nem sempre vou entender um simples olhar de socorro. Às vezes vou achar que entendo e bem no fim não era o que eu pensava... e assim eu vou ERRAR. Constantemente, dia-a-dia... Eu vou ERRAR. Muitos consideram essa uma palavra forte demais, enquanto outros garantem que admitir qualquer erro é uma experiência temerosa e dolorosa...
Mas eu aprendi a conviver com isso, e o principal, aprendi a me aceitar, entender que eu erro e por fim me perdoar. Eu sou sentimento, sempre afirmei isso. E por isso eu sempre vou errar, porque nos sentimentos não há exatidão. Os sentimentos, principalmente o amor, nos levam muitas vezes a errar, mas da mesma forma ele nos permite perdoar, ele nos permite que nos aceitemos... Só quando nos damos conta disso, é que passamos a entender os outros. Por isso desejo que todos vocês sejam imperfeitos na sua perfeição!
(Cíntia Synderski)
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Complicada?
Não, eu não nasci adorando o complicado, eu aprendi a gostar com o tempo - a medida que percebi que tudo é realmente complicado - e então quando casos, amores, fatos são óbvios demais eu complico, porque senão não tem graça mesmo.
Eu tenho consciência de que desafios e mistérios me envolvem e atiçam algo que se chama curiosidade! E quem me conhece sabe que isso me sobra e transborda pelos meus poros... Sou movida a curiosidade, sou movida pelo que me instiga, pelo que me deixa invocada....
É mal de escorpiana gostar de mistérios...
Mas meu bem, logo aviso: não abusa e não faça propaganda maior do que o produto realmente é.
Porque mistérios prolongados e duradouros, cansam... E mistérios que me fazem imaginar demais e que depois não são o que pensava, me deixam (extremamente) decepcionada.
Mistérios servem a curto, no máximo, médio prazo. Porque, apesar da minha loucura pelo que não é óbvio, um mistério não ter fim se torna chato. Como um filme que gira em torno de um mistério... Você já parou para pensar se ele não tiver um desfecho? Você vai ficar pensando por dias naquele possível fim e no real mistério... E às vezes não vai entender nada... Sendo assim exatidão e objetividade são coisas boas, mas o mistério, o que não é exato também...
Contraditório? Loucura? Não, não... Eu avisei desde o início que eu era complicada, sendo assim, não espere sentido, nem exatidão das minhas palavras!
domingo, 6 de setembro de 2009
Penso, logo desisto!
Contrariando René Descartes (filósofo e matemático que disse a célebre frase: Penso, logo existo) uso essa frase com uma ‘leve’ alteração para desenhar as confusões e os pensamentos dessa pseudo-escritora, porém jornalista. As perguntas, tão comuns na minha vida profissional, me cercam até fora dela e se tornam quase uma fórmula matemática (e eu detesto matemática): perguntas, juntadas com um imaginação fértil, misturada com impulsividade é igual me odiar algumas vezes. Sim , eu me odeio às vezes. Mas não um ódio mortal, aquele ódio repreendedor, do tipo: se você tivesse ficado quieta teria sido melhor, mas você resolveu abrir essa boca, agora agüente as consequências. Quando começo a pensar eu viajo pela minha vida, pela das pessoas que me cercam e no fim de um longo pensamento sou capaz de encontrar soluções para os problemas de todo mundo (talvez até do mundo), mas menos para os meus.
Pois bem, eu às vezes me odeio, mas nem por isso tenho medo. Sou impulsiva sim e nunca escondi tal qualidade ou defeito (depende do ponto de vista...) de ninguém.
Além de todos esses quesitos, ainda existe um agravante: o silêncio! Seja das conversas, das relações, da vida... Isso é algo que sempre me incomodou, assim como momentos ou sentimentos que começam e não tem um ponto final.
Quando fico ‘a ver navios’ minha mente viaja, sou capaz de criar situações, pensar mil coisas ( e bobagens) e encontrar desfechos variados para uma mesma situação, como se me preparasse psicologicamente para agir caso alguma delas se
consolidasse.Sempre fui assim e aliado a minha impulsividade vem as palavras. Eu falo mesmo quando incomoda, quando dói, quando me atormenta, quando me enlouquece. Falo porque eu tenho que falar, porque as palavras fazem com que eu me sinta livre e me permitem ser sincera com os outros e comigo mesma. Elas me possibilitam a paz. Mas isso não siginifica que saio falando mil e uma verdades a todo mundo. Não, muito pelo contrário, eu não sei mentir para o meu coração, para os meus sentimentos.
Com o tempo aprendi a evitar falar na hora que me dá vontade. Aprendi a parar e respirar, mas não deixei de falar. Nunca. Posso não falar num primeiro momento, mas de alguma forma eu falo. E encontrei nas palavras um bom álibe. Me solto a dizer o que quero de forma clara, irônica, às vezes chorosa, às vezes maliciosa. Não importa: eu digo e repito. Quantas vezes quiser. E a licença poética me permite ser o mais fiel possível ao que penso. Se eu quiser dizer que não quero, eu digo. Se eu quiser pedir que você fique, eu peço. Se eu quiser chorar, eu choro. Seja explicitamente ou nas entrelinhas. Eu vou ser em algumas ocasiões ( ou textos) decifrável porque é isso que quero ou indecifrável quando eu desejar um mistério a mais. Mas vou sempre falar.
Porque eu gosto das coisas claras com começo meio e fim. Não largo ninguém no meio do caminho. Quer vir comigo? Vem! Quer ficar? Não tem problema, eu continuo sozinha. Não tenho medo de mim, tenho medo de você que pode me perder e nem sabe. Porque enquanto você é interrogação eu sou palavra! Enquanto você é a indecisão, eu sou sentimento!
*Ego ou Eu é o centro da consciência, é a soma total dos pensamentos, idéias, sentimentos, lembranças e percepções sensoriais. É a parte mais superficial do indivíduo, a qual, modificada e tornada consciente, tem por funções a comprovação da realidade e a aceitação, mediante seleção e controle, de parte dos desejos e exigências procedentes dos impulsos que emanam do indivíduo. (Segundo Freud – em http://leituradiaria.com.br/?p=541)